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Cannabidiol (CBD) e dor pélvica crônica: o que as mulheres estão dizendo sobre efeitos e experiências

  • 23 de fev.
  • 2 min de leitura

Por: Raisa Lucena Gaia



A dor pélvica crônica — uma dor persistente na região inferior do abdômen que pode durar meses ou anos — afeta muitas mulheres ao redor do mundo e, apesar de tratamentos médicos existentes, ainda representa um desafio para quem convive com ela. Por isso, um grupo de pesquisadores decidiu investigar como o cannabidiol (CBD) tem sido usado por mulheres com esse tipo de dor e o que elas pensam sobre a eficácia dessa substância.


O artigo científico analisou relatos de mulheres que usam CBD para dor pélvica crônica e dor do tipo nociplástico — uma forma de dor que não resulta de uma lesão clara, mas que pode ser persistente e difícil de tratar. A intenção era entender:

  • Quem está usando CBD e por quê

  • Que tipos de produtos de CBD são escolhidos

  • Como essas mulheres avaliam os efeitos do CBD no controle da dor


O estudo não se limitou a analisar dados médicos — ele também ouviu diretamente as pacientes sobre suas experiências, percepções e resultados percebidos com o uso de CBD.


Apesar da falta de tratamentos perfeitos para dor crônica, muitas participantes relataram benefícios com o uso de CBD. Entre os relatos mais frequentes estavam:

  • Redução da intensidade da dor em algumas mulheres

  • Melhora na qualidade de vida, especialmente em casos onde outras terapias não trouxeram alívio

  • Sensação de bem-estar geral após uso de produtos à base de CBD


Ainda assim, os resultados não foram unânimes — nem todas as mulheres sentiram melhorias significativas, e as percepções variaram bastante de pessoa para pessoa.


O estudo também observou que as mulheres usaram diferentes formatos de CBD, como:


  • Óleos

  • Comestíveis

  • Produtos tópicos


Essa diversidade reflete tanto a disponibilidade no mercado quanto a tentativa das pacientes de encontrar a forma que melhor se encaixa nas suas rotinas e respostas individuais.


Embora a pesquisa ainda seja inicial e baseada em experiência de usuárias, ela destaca algo importante:


- Há interesse real das mulheres em explorar opções além dos tratamentos tradicionais.

- O CBD pode ter um papel complementar na abordagem da dor crônica, mas não é uma solução universal.

- Mais estudos clínicos controlados são necessários para entender melhor a eficácia real, dosagem ideal e segurança a longo prazo.


Referências:


Ahangari, A.

Prevalência de dor pélvica crônica em mulheres: uma revisão atualizada.

Médico especialista em dor. 2014; 17 : E141-E147


Lamvu, G. ∙ Carrillo, J. ∙ Ouyang, C. ...

Dor pélvica crônica em mulheres: uma revisão.

JAMA. 2021; 325 :2381-2391


Fitzcharles, MA ∙ Cohen, SP ∙ Clauw, DJ ...

Dor nociplástica: em direção a uma compreensão das condições de dor prevalentes.

Lancet. 2021; 397 :2098-2110


Woolf, CJ

Sensibilização central: implicações para o diagnóstico e tratamento da dor.

Dor. 2011; 152 (3 Supl.):S2-S15



 
 
 

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