CBD e Parkinson: esperança de qualidade de vida na velhice
- 29 de set. de 2025
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A doença de Parkinson (DP) é um transtorno neurodegenerativo crônico causado pela degradação de uma pequena parte do cérebro chamada substância nigra, caracterizado por sintomas motores (bradicinesia, tremores, rigidez), sendo mais comum em pessoas acima de 60 anos. Os tratamentos farmacológicos disponíveis não são eficazes para uma parcela significativa dos pacientes.
A principal medicação utilizada no tratamentoaParkinson é a Levodopaou, droga amplamente utilizada para reposição dopaminérgica; no começo, esse fármaco foi revolucionário para essa doença, mas hoje já se sabe que ela provoca alterações do sistema motor e discinesias, necessitando assim de novos tratamentos com maior eficácia.
As doenças neurodegenerativas, como Parkinson são caracterizadas pela inflamação e desregulação da função neuronal, podendo, em alguns casos levar à degeneração progressiva e, eventualmente, à morte dos neurônios. Embora essa doença seja incurável, os canabinóides têm mostrado ser uma forma de aliviar os sintomas associados a ela. Sabe-se que os canabinóides desempenham um papel crucial na modulação da neuroinflamação e na melhoria da neuroproteção.
Pesquisas demonstraram que a maconha medicinal melhora os sintomas motores e não motores, incluindo tremor, rigidez e bradicinesia. O canabidiol (CBD), apresenta ser eficaz no tratamento de psicose e distúrbio do sono em pacientes com DP, outro fitocanabioide, THC, foi estudado e descobriu-se que tem efeito neuroprotetor e de alívio dos sintomas.
Diversos estudos e relatos clínicos sugerem que os compostos presentes na Cannabis, especialmente os canabinóides como o CBD e o THC, podem oferecer alívio significativo dos sintomas motores e não motores associados à doença. Além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, aliviando tremores, rigidez e dor, a Cannabis medicinal também pode ajudar a reduzir a ansiedade e melhorar o sono, fatores frequentemente prejudicados pela doença de Parkinson. Portanto, a Cannabis medicinal representa uma esperança renovada para muitos pacientes com Doença de Parkinson, oferecendo uma alternativa complementar às terapias convencionais.
A integração desse tratamento no contexto clínico deve ser feita com cautela e baseada em evidências científicas robustas, mas seu potencial terapêutico já é inegável e merece a devida atenção da comunidade médica e científica.
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